segunda-feira, 3 de outubro de 2011 5 comentários

Não há vida na gaiola!

Na semana que passou aconteceu algo que me fez refletir sobre algumas coisas. Eu estava para sair de casa e no momento em que eu abria o portão da garagem percebi meu vizinho, que mora em frente, andando pela rua olhando para o céu. Ele estava um tanto apreensivo e quando me viu logo me contou que ao tratar do seu passarinho havia esquecido a portinha da gaiola aberta e ele havia fugido. Ele estava realmente triste com o acontecido e esperançoso continuou sua busca pelos arredores. Eu porém, de alguma forma, senti uma certa alegria ao saber que aquele passarinho finalmente havia encontrado a liberdade.

Hoje pela manhã pude ouvir o lindo cantarolar, costumeiro, de passarinhos próximos a janela do meu quarto, então me lembrei do passarinho do meu vizinho e fiquei a me perguntar - será que ele vai sobreviver? Afinal ele jamais havia estado no seu habitat natural, o que implica em ter que sobreviver por conta própria e nesta tarefa o mais complicado será encontrar o próprio alimento que outrora estava sempre ali diante dele sem ter que fazer o mínimo esforço.

Esta situação me fez refletir sobre algo importante dentro do contexto do cristianismo moderno. Hoje nos deparamos com milhares de cristãos que são exatamente como passarinhos engaiolados. Eles estão presos em rituais e regras, pois aprenderam que a vida deles é estar dentro dos seus templos religiosos. Por serem induzidos a aceitarem que o cristianismo é assim mesmo eles cantam nos dias em que recebem o alimento do seu tratador conhecido como pastor e é claro eles são obrigados a comer o que é colocado diante deles sem questionamentos. Talvez uma diferença entre estes e os pássaros de gaiola, seja o fato de que eles não moram no templo e talvez isso só não aconteça porque a despesa seria muito alta não sobrando dinheiro, por exemplo, para o pastor trocar de carro todo ano. Resumindo, estes cristãos modernos (acorrentados)vivem seu cristianismo num tipo de regime semiaberto, ou seja, podem dar uma voltinha de vez em quando pelo mundo desde de que cumpram a obrigação de frequentar os cultos e programações impostas por seus tratadores ou por seus "donos", como preferir.( pelo menos é assim que a maioria destes pastores se veem e se expressam. Normalmente dizem: "na minha igreja" eu faço assim, eu faço assado... Ops! A igreja não é de Jesus? Claro! Mas obviamente "igreja" para eles se trata de outra coisa, talvez um tipo de clube, com carteirinha de membros e mensalidades.)  Desta forma, sim, se acham donos do rebanho.

Mas enfim, voltando a minha história, fica uma pergunta: um pássaro que vive engaiolado, que nunca soube realmente o que é voar e ser livre, quando ele escapa da gaiola e experimenta esta liberdade quanto tempo ele poderá sobreviver por conta própria? Se ele nunca aprendeu a buscar o seu próprio alimento? De fato, o pássaro nascido e criado na gaiola raramente foge quando vê a porta da gaiola aberta; se foge, morre na natureza, pois não aprendeu a sobreviver nela. É por isso que ecologistas e biólogos quando vão devolver a natureza alguma animal que nasceu em cativeiro, antes eles o treinam para que aprendam a sobreviver em liberdade. Da mesma forma é assim com a maioria dos cristãos modernos, eles nasceram em cativeiro(em denominações). Juntamente com Cristo conheceram todo tipo de amarras e correntes religiosas, impostas por um sistema de homens, que são totalmente distantes dos ensinamentos bíblicos bem como do próprio Cristo. Na verdade, embora alguns não percebam e ainda outros façam vistas grossas, eles vivem com medo debaixo das ameaças de suas lideranças que sutilmente afirmam que se eles saírem de suas gaiolas vão morrer lá fora e assim, sob pena de maldição, nem sequer devem pensar em visitar outras gaiolas que possam existir na cidade.

De certa forma ou em partes, eles tem razão, afinal de contas o alimento que oferecem é demasiadamente superficial(Tentando fazer de Deus um mordomo que é obrigado a atender todos os seus débeis pedidos carnais. Benção e Prosperidade são os ingredientes fundamentais nesta dieta.) o que sugere que estas pessoas talvez não consigam ser cristãs se escolherem a liberdade.

Bom eu me deparo todos os dias com esta realidade. Sempre que converso com pessoas que ainda vivem engaioladas quão lamentável é perceber o nível tão raso da entrega de suas vidas a Cristo. Podem estar há 30 anos na mesma gaiola, mas de longe identificamos que avançaram muito pouco nos ensinamentos de Jesus, pois quase tudo o que fazem, o fazem por obrigação e é exatamente por isso que se antes de serem apresentados a liberdade não forem treinados, ou melhor não se entregarem verdadeiramente a Cristo, para sobreviverem fora da gaiola, então é certo que morrerão. Todo o ensinamento de Jesus converge em aprendermos a depender de Deus. Se de fato nascermos em Cristo, se buscarmos conformar nossas vidas aos seus ensinos, então Deus nos sustentará e nos dará o crescimento necessário. Jesus será nosso pão, Deus nossa fonte e o Seu Espírito Santo a nossa força. 
Todo aquele que nasce(em Cristo) fora de uma gaiola não enfrenta o dilema dos pássaros engaiolados, pois a liberdade faz parte da sua vida desde seu novo nascimento, e esta liberdade é o alimento da sua conduta que jamais o coloca em dúvida. O pássaro na gaiola até já ouviu falar sobre essa liberdade, as vezes o marketing de uma falsa liberdade acabou sendo o próprio laço que o prendeu, mas até que tome um atitude tudo o que poderá fazer, de onde está, será flertar com ela. 
De fato não há vida na gaiola!
"Como uma ave livra-te da mão do passarinheiro" Provérbios 6:5

"Entre o meu povo se acham ímpios que estão a espreita, como passarinheiros e como os que colocam armadilhas para apanharem homens. Como uma gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de engano; engrandeceram-se e enriqueceram, tornaram-se gordos e nédios. Os seus feitos malignos não tem limites; não julgam a causa dos órfãos, para que prosperem, nem defendem o direito dos necessitados. Não castigaria eu estas coisas? diz o Senhor. Não se vingaria a minha alma de uma nação como esta? Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: Os profetas profetizam falsamente, os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles, e o meu povo assim deseja. Mas o que fareis quando chegar o fim?" Jeremias 5:26-31

"A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos. O nosso socorro está no nome do Senhor, criador do céu e da terra." Salmos 124:7

"Cristo nos libertou para sermos de fato livres"! Gálatas 5:1

Se você se identificou com um  pássaro engaiolado, saiba que Jesus é a Porta e ela está aberta, voe por Ele e para Ele!

- Luciano Silva

sexta-feira, 16 de setembro de 2011 0 comentários

Você: um canal para a edificação!

Certos estamos de que a igreja de Cristo não é um prédio, mas sim, a família a qual, por  meio de Jesus, pertencemos. Assim, também já aprendemos que é Deus quem edifica ou dá o crescimento a esta Sua grande família. Este crescimento não diz respeito ao número de pessoas que se achegam a fé, mas sim a maturidade em fé de cada um. Descobrimos que todos somos irmãos e que nenhum é maior ou especial diante de Deus, uma vez que Jesus ofereceu-se como sacrifício único por todos. É nEle que nos foi concedido o poder de SERMOS FEITOS  filhos de Deus. Ser feito filho não quer dizer já ser filho. Trata-se de um processo que se inicia no momento em que nascemos de novo, a saber da água e do Espírito. Jesus é o nosso exemplo, o Filho primogênito, então a medida em que nos sujeitamos ao Seu ensino, nós vamos sendo edificados, ou seja, vamos sendo feitos filhos de Deus. Outra coisa que aprendemos é que a bíblia se refere a igreja como sendo um corpo. O sentido para isso é que mesmo nós sendo muitos membros espalhados por todo a terra, todos estamos ligados a uma única cabeça que é o próprio Cristo. Sendo um só corpo todos estamos interligados e nos tornamos dependentes uns dos outros. Na verdade não dependemos do que cada um possa ter em si mesmo, mas sim daquilo que Cristo, o cabeça, flui através de cada um para a edificação de todos. Não temos nada em nós mesmos que possa ter algum valor neste processo, tudo o que temos foi recebido dEle para um só propósito, sermos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai.

Por um momento olhe para o seu corpo e imagine qual dos seus membros você poderia arrancá-lo e jogá-lo fora. Talvez um dos dedos dos pés? Quem sabe uma orelha? Pois é, você não arrancaria nada não é mesmo? Da mesma forma no corpo de Cristo todos tem valor.  Mesmo aqueles membros que, segundo o padrão de quem não tem nada de Deus, aparentam ser insignificantes, são igualmente importantes. Cada um tem uma função e sendo assim precisam funcionar. Aqui é onde eu quero chegar com este texto. Aprendemos que devemos ser dependentes de Cristo. Ele é o cabeça sem o qual nada podemos fazer, mas isso não nos isenta da responsabilidade mister que temos de servir uns aos outros, principalmente por meio do dom pelo qual Jesus flui através de cada um de nós para a edificação de todos. O que acontece é que alguns, mesmo que não percebam, ainda estão presos ao velho padrão religioso. Eles ainda vão as reuniões com motivações meramente egoistas com o intúito somente de receber. Em outro tempo esta motivação incorreta não apresentava problema algum uma vez que éramos iludidos e induzidos a dependermos de homens, mas hoje que procuramos viver o verdadeiro evangelho esta atitude se torna um grande perigo. Neste caso eu vejo dois problemas. O primeiro é que quando você, sendo membro da família, do corpo, deixa de funcionar acaba se expondo a um processo que conhecemos por atrofia. Em outras palavras aos poucos você vai se esquecendo da sua função e começa a negligenciá-la o que em pouco tempo resultará num tipo de insatisfação. Quando chega a este ponto, naturalmente não estamos percebendo que o problema está em nós mesmos que deixamos de permitir Jesus fluir através de nós, então o que fazemos é lançar a culpa nos outros irmãos ou nas reuniões. O perigo está no fato de que em pouco tempo o coração desta pessoa estará repleto de desânimo e ela começará a se afastar do corpo. O segundo problema é quando de fato a pessoa identifica que algo não está correndo muito bem nas reuniões, mas ao invés dela funcionar e expor a situação, prefere alimentar julgamentos e buscar razões para se afastar. Seja qual for o caso em questão, ambas revelam fragilidade na comunhão, ou seja, falta sinceridade e amor por parte destas pessoas e isso precisa ser tratado com urgência.

 Sabe, o nosso Deus é perfeito assim como todos os seus planos, por isso não haveria como sermos feitos filhos dEle se não pelo caminho de nos sujeitarmos uns aos outros em amor. Do ponto de vista humano cada um de nós encontra satisfação somente nos nossos acertos, contudo do ponto de vista em Deus, nossos erros se mostram o campo mais fértil para aprendemos o que realmente importa, sendo assim, todos nós, sem exceções, temos tudo o que é necessário para ingressarmos nesta escola de Deus, pois somos falhos e pecadores, o que faz de nós seres perfeitos para que a graça de Deus possa abundar em nós. Agora, uma vez devidamente matriculados nesta escola, devemos ser canais de Deus para que os erros de uns e de outros sejam tratados e revertidos em glória para Deus e edificação mutua, mas isso só é possível se houver humildade, verdade e a sinceridade de coração de uns para com os outros.


terça-feira, 13 de setembro de 2011 0 comentários

Por que você grita?

Corações Distantes!!!  
     Um dia, um mestre fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: "Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"

     "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

     "Mas, porque gritar quando a outra pessoa está ao lado", questionou novamente o mestre? 
     "Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retorquiu o outro discípulo.

     E o mestre volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"

     Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o mestre. Então ele esclareceu:

     "Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão de gritar para se ouvirem uma à outra, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam; apenas sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas."

     Por fim, o mestre conclui, dizendo:

     "Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará o dia em que a distância será tão enorme que não mais encontrarão o caminho de retorno. Pensem nisso!" 

     Quando for discutir com alguém, lembre-se de que o coração não deve tomar parte nisso. Se a pessoa com quem discutimos não concorda com as nossas ideias, não é motivo para gostarmos menos dela ou nos distanciarmos, ainda que por instantes. Quando pretendemos encontrar soluções para as desavenças, falemos num tom de voz que nos permita uma aproximação cada vez maior, como a dizer para à outra pessoa: Eu não concordo com as tuas ideias ou opiniões, mas isso não me faz gostar menos de ti.

- Autor Desconhecido
 
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