sexta-feira, 22 de junho de 2012 0 comentários

A EVIDÊNCIA QUE USURPA A GLÓRIA


    Desde muito pequeno o ser humano é doutrinado para alimentar o desejo de receber glória de outro semelhante. Talvez esta seja uma das artimanhas mais emblemáticas de satanás, uma vez que ele foi o primeiro a gerir este sentimento quando desejou se assentar acima do trono de Deus e assim ser adorado mais do que o próprio Deus que o criou. Desde então o homem vem cultivando este câncer em seu coração. Amantes dos holofotes se posicionam em seus palcos e ali fazem os seus shows e espetáculos a espera dos aplausos que de maneira hipócrita tentam justificar dizendo que são para Jesus. Ah... o coração do homem, tão enganoso! 
Hoje em meio ao conhecido movimento gospel podemos presenciar as sementes de engano sendo plantadas e regadas com muito gosto por seus simpatizantes. De fato pregadores e cantores estão em evidência e isso se dá da pior maneira possível, pois estão usando Deus e o evangelho do Seu Filho como escada para a fama e o sucesso. Não estão representando o reino de Deus, mas sim seus próprios impérios pessoais. 
Quem não conheceu homens e mulheres simples e honestos que iniciaram seus ministérios no Espírito e que agora, depois de permitirem que os homens os tornassem verdadeiros ícones venerados, agora agem movidos pelos desejos da carne afastando-se a cada dia mais do evangelho de Jesus? Eu conheço alguns e é lamentável ver no que se tornaram. 
Você olha para os músicos superstar do mundo e analiza seus compartamentos e então olha para os cantores gospel, que declaram estar servindo a Deus, e não vê diferença alguma, ou melhor, a diferença é que este último usa a palavra de Deus como meio para construir sua carreira pessoal. 
Eu não falo como alguém que não tem conhecimento de causa, também sou músico e um dia também acreditei que música era ministério e que vender cd ou qualquer outra coisa que contenha a palavra de Deus fosse justificável, mas hoje sei que não é. De graça recebemos, de graça devemos dar a outros! 
De fato Deus não está interessado em vozes afinadas e instrumentistas virtuosos, afinal há um louvor perfeito, que jamais cessa, diante dEle. 
Quantas vezes você canta canções que gosta, mas que não vive nada do que está a cantar? Acredita mesmo que Ele está recebendo sua hipocrisia em forma de melodias? "Afasta de mim os estrépitos dos teus louvores!". Deus nos conhece no íntimo. Ele sabe da intenção do nosso coração, quando estamos verdadeiramente oferecendo a Ele, quando estamos retendo para nós mesmos ou apenas buscando satisfação carnal. Não vou dizer que é algo fácil você de alguma forma, por causa de sua função ou aptidões, ignorar o "estar em evidência" ou até mesmo fugir dela. Esta é uma missão difícil, pois, como mencionei no início deste artigo,  precisamos lidar com motivações que nos foram imputadas desde muito cedo. O ponto é que se de alguma forma retermos a glória que é devida somente a Ele, estaremos assinando nossa própria condenação, pois naquele dia não servirá de nada tentarmos nos justificar dizendo "Senhor, Senhor, eu fiz tantas coisas em seu nome". 
Acho ridículo ver programações cristãs onde o destaque é sempre o próprio homem. Seus nomes estão sempre em destaque nos cartazes e suas fotos até decoram a fachada dos seus templos, mas ainda assim, dizem que é tudo para a glória de Deus. Hipócritas! Até quando vão continuar a dançar a música do diabo? Recebendo glória uns dos outros? Colecionando títulos e amando seus fans clubes? Seja o que for que vocês tenham, não é de vocês, nunca foi, vem dEle e é para Ele, então pare de cobrar por isso! Agora, é claro que o problema está como está também por causa das pessoas que reverenciam e até idolatram estes homens. Adoram mais a criação do que o próprio Criador. 
Particularmente se recebo um convite para algum evento cristão que intitulam de Show eu simplesmente o considero mundano. Pode parecer uma posição extremista, mas entendo que o mundo já está muito bem servido de shows e coisas do tipo, mas de contra partida continua carente da verdade que liberta. Poderia ser diferente se realmente tal atitude fosse apenas o "se fazer de tolo para ganhar os tolos", mas infelizmente a realidade é bem outra e o resultado de suas obras não negam a motivação que sustentam. 
Eu olho para a bíblia e vejo muitos homens em evidência, mas nenhum deles eu vejo usurpando a glória de Cristo. Eu poderia citar o João, cujo o próprio Senhor Jesus declarou que nunca ouve um profeta, nascido de mulher, maior que ele, mas que assim mesmo não se achava digno nem mesmo de desatar as sandálias do Mestre. Que possamos rever nossos conceitos. Que realmente venhamos a morrer para que Ele viva e assim  receba a glória que lhe é devida. Se de fato Jesus te resgatou deste mundo você não deveria mais estar desejando as velhas coisas, buscando satisfazer a velha natureza. Finalizando, se você é um profissional na área da música e tem CD gravado, cobra cachê(ainda que disfarçado de oferta) por favor pare de intitular o que você faz de ministério, pois ministério é serviço e este prestado de graça.

-Luciano Silva
quinta-feira, 21 de junho de 2012 0 comentários

Unidade plana e plena


  Andarão dois juntos se não concordarem? Impossível! Em algum lugar do caminho os laços que ainda possam existir serão quebrados quando dois pensamentos distintos se encontrarem. O problema é que muitas vezes movidos por razões próprias e grande porção de orgulho carnal nós acabamos por tomar caminhos opostos aos dos outros irmãos e irmãs que também professam fé em Cristo. Poderia haver equilíbrio? Como agir com sensatez nestas situações? O que de fato é reprovável e deve ser rejeitado a ponto de sacrificar a unidade?  
   Sabemos que há um só Senhor, um só batismo, uma só fé, um só povo de Deus, mas ironicamente, na prática o que muitas vezes nos tornamos não passa de mais um grupinho isolado com suas próprias receitas "do assim se faz igreja". 
Visto que Jesus disse que nos últimos dias o amor de quase todos se esfriará, temos um problema, um grande problema. Deixe-me esclarecer que não estou argumentando com olhos para uma unidade que abrace os sistemas religiosos que vemos hoje em dia, mas sim, para uma unidade entre os chamados para fora, irmãos e irmãs que declaram estar vivendo plena liberdade em Cristo. Há dez anos atrás quando definitivamente estava convicto de que o sistema religioso já não tinha mais nada a me oferecer, relatos de irmãos vivendo na simplicidade eram raros, pelo menos aqui no Brasil. Não tínhamos como prosseguir daquele jeito, pois já não concordávamos com toda aquela manipulação e superficialidade que nos induziram a acreditar que tais praticas faziam parte do que entendem por "obra de Deus". Quando tomamos a decisão de romper com tudo isso, definitivamente nossas maiores dificuldades foram nos livrar de todas as muletas religiosas que nos foram imputadas durante todos aqueles anos. É exatamente em meio a este processo que duas coisas acontecem: alguns desanimam e voltam atrás, enquanto outros seguem, nas casas, sustentando praticas muito semelhantes ao sistema que conheciam. 
Nos últimos 6 anos tenho conhecido irmãos e irmãs que compõem estes dois tipos de grupos e de fato esta é uma das razões pelas quais não conseguimos aprofundar nossa comunhão como deveria ser. Viver a liberdade em Cristo, diferente do que muitos pensam, exige muito mais do que se imagina. Seguir a Cristo dentro de um sistema, onde, na maioria das vezes por desencargo de consciência, você faz um punhado de coisas metodicamente e religiosamente é demasiadamente fácil. Fora dos sistemas, você tem que ser você sem mascaras,ou seja, ou você é um cristão ou não é. Assim, quando começam a olhar para os seus próprios corações e percebem que há tantas mudanças que precisam acontecer acreditam que o melhor a se fazer é voltar e seguir daquele mesmo jeito. Isso é muito triste uma vez que sabemos quão importante é passar por todo o processo aprendendo a cada dia a morrer para si mesmo para que Cristo possa viver e fluir através de nós para o mundo. O quadro que acabo de descrever é uma realidade e é apenas parte do que impede diretamente a unidade que precisamos como igreja. Outra coisa que percebo é que alguns grupos caseiros sustentam um tipo de comportamento que ainda reflete raízes do sistema no que diz respeito a sentir-se superior a outros. É certo que uns se encontram mais próximos do caráter de Cristo do que outros, mas isso deve significar apenas que estes deveriam estar mais aptos a servir os demais. A unidade plana é por em prática o que sabemos muito bem e que por sinal gostamos muito de enfatizar que é o sermos todos irmãos e que nenhum é maior do que outro. Tal verdade precisa deixar de ser apenas conhecimento e teoria. Dito isto o caminho para a unidade plana e plena continua sendo o morrermos para nós mesmos, servindo e nos sujeitando uns aos outros em amor. Assim como Cristo é um com o Pai, igualmente devemos ser um em Cristo,e então o mundo verá o resplandecer de Jesus em e por meio de sua igreja. 
Desta forma, estaremos sempre abertos a unidade com aqueles que estão inclinados a carregar a sua cruz e ajudar a levar o fardo uns dos outros.
sexta-feira, 4 de maio de 2012 0 comentários

As verdadeiras riquezas em Deus [vídeo]

 
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